Assentamentos de Londrina se transformam em exemplo de agronegócio



Um convênio executado em 2013 pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento transformou - ao longo desses 7 anos - a vida de famílias que vivem nos assentamentos Eli Vive I e II, no distrito de Lerroville, em Londrina. Com recursos da União e atuação técnica e operacional do Governo do Estado, a área recebeu 30 tanques resfriadores de leite e infraestrutura para profissionalizar a atividade leiteira, o que aumentou a produção e, consequentemente, a renda e a qualidade de vida dos moradores.

De acordo com informações divulgadas neste domingo (27), pela AEN, mais da metade do convênio (efetivado no valor total de R$ 17,6 milhões), beneficiou produtores em assentamentos de todo o Estado, que puderam contar com aquisição de 970 resfriadores de leite. Em Londrina foram investidos R$ 431 mil.

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Os assentamentos em Londrina receberam 30 tanques resfriadores com capacidade para 500 litros cada, beneficiando as cerca de 85 famílias que fazem uso coletivo dos equipamentos. Hoje, produção soma 45 mil litros de leite por mês e, dependendo da época, chega a 50 mil litros/mês, embora este ano tenha sofrido o impacto da pandemia e da estiagem severa.

Além da produção de leite, as famílias dos assentamentos Eli Vive I e II organizaram uma agricultura bem diversificada e atualmente produzem milho não transgênico, hortaliças e praticam uma agroecologia de alto nível.

Elas também foram contempladas com recursos do programa Coopera Paraná, do Governo do Estado, utilizados para viabilizar um moinho de milho que será inaugurado em breve.

Histórico de luta

A área onde hoje está os assentamentos era dividida em duas fazendas: Guairacá, com 5.826 hectares, e Peninha, com 1.486 hectares. Os imóveis foram ocupados em fevereiro de 2009, por cerca de 120 famílias Sem Terra, mas a luta naquele território vinha desde 1991.

A aquisição das fazendas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ocorreu em agosto de 2010, quando foram criados os assentamentos Eli Vive I e Eli Vive II.

A elaboração do Plano de Desenvolvimento do Assentamento (PDA) foi um processo coletivo com a realização de um seminário que contou com a participação das famílias, da equipe de assistência técnica e representantes do Incra. Naquele momento, ficou definido que a agroecologia seria a matriz produtiva.


Fonte: https://www.paiquerefmnews.com.br/noticia/apos-ocupacao-assentamentos-de-londrina-se-tornam-referencia-leiteira?fbclid=IwAR2BagQdqfsXgAxA4pRh3bzmNpSwIXs-19giN__vXNZFDlJGo3_11DM-ImU

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